16 de julho de 2009

Frustração invevitável quando seus clientes esperam receber dez convidados em um evento, cancelam todas as consultas do dia e se preparam por uma semana para a apresentação e, na data e horário marcados, temos apenas 1 dos 10 esperados presente. Minha própria cobrança pessoal bastaria para me julgar, avaliar e criticar. E ela o fez. Mas como nunca é o suficiente, bom mesmo é cutucar as feridas. "Você consegue apontar o que aconteceu de errado?". Me desculpa, mas neste momento não. Posso pensar e dizer depois? - porque dizer qualquer coisa naquele momento pareceria chover no molhado ou sessão de descarrego e eu prefiro mesmo me calar a dizer bobagens. Mas ela insistiu. "Neste caso, eu vou apontar algumas coisas que acho que foram feitas erradas. Primeiro, VOCÊ não enviou a lista na segunda, como eu pedi e quando eu peço, quero que VOCÊ faça porque as coisas que eu falo têm sentido". Começou assim e levou mais uns cinco minutos até a voz dela parar de dizer VOCÊ e EU QUERO. Então olhei bem no fundo daqueles dois olhos que deveriam estar olhando pra rua enquanto ela dirigia e disse: você tem toda razão. Não dissemos uma só palavra a mais, até chegar ao escritório.
Fatos e ocorrências à parte, o problema todo é que eu fico remoendo as coisas. Como acontece com o espirit de l'escalier, eu repasso a cena mil vezes na cabeça e em cada uma das vezes penso em uma resposta diferente, melhor e mais pertinente. E, entre todas elas, hoje, um dia depois do acontecido, eu tenho certeza que deveria ter dito o que pensei: Sim, eu sei apontar o que EU fiz de errado porque como uma pessoa que busca crescer tenho a capacidade de reconhecer meus erros e aprender com as falhas e, neste caso, acho sinceramente que o que deu errado foi meu esforço exagerado, tentando atender a todas as demandas da melhor maneira possível. Agora eu sei que deveria ter deixado de lado todos os outros 7 clientes, deveria ter ignorado todo o restante do trabalho e deveria ter me pendurado ao telefone e não largar dele até que tivesse o número necessário de pessoas na lista. O grande problema é que, além de tudo, tenho uma coisa chamada responsabilidade e, por causa dela, consigo elencar as necessidades e urgência de todos os clientes que você joga nas minhas costas porque tem certeza que, se não fosse assim, o trabalho não seria feito da maneira como deve ser. Resumo, sem muita modéstia: a coisa saiu pelo ralo hoje e a única explicação é eu querer trabalhar bem demais e você se aproveitar disso. Ficamos assim, então.

2 comentários:

Carol Zaine disse...

Ó Mamis Kell...aguenta firme! Eu sei o que é isso, muito bem!

Roberta Nina disse...

Você é muuuuito maior que isso tudo que passa aí dentro.
Meu, começa a ir atrás da MUDANÇA. Já te falei isso mil vezes - e não falei pq AMO você, mas sim pq sei do teu esforço e conheço sua competência.