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17 de junho de 2009

Chego no escritório, após o almoço, e encontro um livro sobre a minha mesa: (chocolate) Melhor que sexo. E eu penso, tá de sacanagem, né?
Pior que isso é eu me propor o tal do livro com a desculpa de que é pelo trabalho. E confesso que me diverti. Sim, porque a própria idéia de chocolate ser melhor que sexo é uma piada. Mas nem só disso o tal do livro é feito. A idéia é aliar os prazeres proporcionados pelo chocolate à estímulos individuais de aumento da auto-estima. Sim, seria mais fácil se entupir de chocolates a encarar o furor do chefe porque perdeu um cliente, ou a decepção de ter fracassado numa coisa simples ou até mesmo a rejeição de um belo pé na bunda. Chocolate nela!
É, mas todo mundo sabe que não é assim que funciona. E que a gente sente, sim, culpa, dor, ódio, alegria, tristeza, fracasso, inveja. A gente sorri, chora, às vezes tudo ao mesmo tempo. E come uma barra inteira de chocolate, assiste filme de nhemnhemnhem, ouve música brega. Faz mesmo! Mas não vem me dizer que chocolate é melhor que sexo ou que um livro de 100 páginas que eu li numa noite só vai me dizer o que fazer e como fazer, ou que sou insegura porque meu bombom é recheado com creme de avelãs!