Mostrando postagens com marcador ser mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ser mãe. Mostrar todas as postagens

21 de setembro de 2009

Momentos dignos de partilha

Fim de semana + Elis = festa infantil. Equação simples e, em tese, indolor.
Festa em parque de diversões, ela adora. Parque de diversões com brinquedos enormes em que ela entra, se perde e eu fico desesperada do lado de fora, eu não gosto tanto quanto ela.
E aí, depois do mico geral de estar de cócoras entalada num brinquedão de piscinas de bolinhas, percursos impraticáveis pra uma pessoa do meu "porte-físico-nada-atlético" e crianças ensandecidas gritando "vai, tia", depois disso tudo, ela viu o tal do brinquedo. "Quelu ir naquele, mamãe". Senha para "desatre a 5 passos". E eu uso toda a minha psicologia maternal: "você ainda é muito pequena, Elis, este é só para crianças maiores". Aí a monitora, numa tentativa (péssima, muito ruim mesmo) de ser legalzona vira e diz "pode ir com ela, mãe". Joinha! E eu fui, né, que mãe é pra essas coisas. E o brinquedo tá lá, subindo. Subindo e subindo. E eu aviso a moça que se a Elis chorar eu levanto o braço e peço pra ela parar aquele troço. De repente, aquilo começou a me dar um frio na barriga, uma sensação de "meu Deus do céu o que eu to fazendo aqui, socorro!". E eu pensando em todo o lance de controlar a respiração que eu venho aprendendo e me concentrando em não passar o meu medo daquilo despencar pra Elis. E eis que eu olho pra ver se está tudo bem e ela está lá, sorrisão no rosto, aquela risadinha gostosa que ela dá quando o vento bate em seu rosto e - pasme! - os dois bracinhos pro alto, gritando "eeeeeeeeeeee". Gente, ela tava curtindo... e muito! Me senti a maior das cagonas naquele momento. Eu não era assim, juro que não!

E isso me fez pensar numa coisa: que este era o primeiro momento em que eu sentiria medo de dar frio na barriga enquanto ela se divertia. Que muitos momentos assim ainda me esperam e que isso faz parte do universo de ser mãe. Ter medo por ela, mas estar ali, do lado, vendo e vivendo cada reação dela com esse mundão de possibilidades. E eu agradeci, com todas as minhas forças, por ser mãe, por estar ali do lado dela naquele momento e pedi pra viver muito pra poder ver muitos mais...