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28 de março de 2013

um dia me disseram que pra ter certeza de que encontrei o príncipe encantado seria necessário, antes, beijar muitos sapos. pois bem, visitei muitos brejos, ergui as calças e fui à luta. beijei sapos verdes, nojentos, feios, viscosos e cheios de verrugas. nenhum virou príncipe. nunca vi ninguém galopar um cavalo branco graciosamente, trazendo flores vermelhas e gritando juras de amor.

então descobri que príncipes não existem. que os cavalos têm a cor que pintamos e os gritos, o som que ouvimos. e descobri que não quero pintar ou ouvir qualquer coisa.

não quero um príncipe. nem preciso de um.

porque eu tenho você. sem cavalo branco, flores vermelhas e juras de amor.
tenho você e basta. amo você e basta. sem felizes pra sempre, só o combinado de vermos, um ao outro, envelhecer, grisalhar, encarecar e todos os verbos que se conjugam quando se ama mais e mais a cada dia.

é isso. tudo isso. e basta