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26 de maio de 2009

Minhas coisas são assim mesmo, todas bagunçadas e fora de ordem. Tudo meio fora do lugar. Tudo desajeitado. Mas eu me encontro nessa minha confusão. E pior. Encontro você na minha bagunça também. E agora, como faz? Ele com TOC e eu na maior zona, não tem como dar certo.
Ontem dormi pensando naquelas mãos que faltam embaixo das cobertas. Mesmo sem o frio das noites anteriores, queria que estivessem ali.
*pára de pensar, Kelly*

25 de maio de 2009

Sabe aquelas coisas que a gente faz já sabendo que vai se arrepender em questão de segundos? Mas a gente faz mesmo assim, porque a vontade na hora é tão maior que a vergonha depois que a gente não pensa. E aquilo parece uma agulha que vai pinicando até que a gente faça e se sinta livre de novo. Bom, eu fiz. Teclei "enviar mensagem" às 23h50 de domingo. E antes que o relógio completasse 23h51 eu já estava arrependida. "Vai me achar idiota". Revirei na cama por uns 15 eternos minutos. O celular vibrou. E ele gostou! Ufa... Agora posso dormir.

22 de maio de 2009

Os dedos das mãos tremem e mesmo o sol que faz lá fora é incapaz de me aquecer. O coração dispara e o cérebro retarda, pára. Transe.
Meus pensamentos se autobloqueiam para evitar congestionamento pensativo. E eu sei que nunca morrerei de AVC!
Olhando pra ela e tentando articular uma frase completa, sujeito, verbo e predicado. Não sai.
No canto inferior dreito do monitor surge uma janelinha minúscula com um sorriso de dentes largos dentro.
Eu sorri também.
Não durou nada, foi papo bobo, conversa jogada fora.
Era disso que eu precisava.

*sim, eu continuo pensando nele (sem pretensões, só porque gosto da sensação)*

14 de maio de 2009

To pensando o que será que o faz ficar offline por tanto tempo.
E fico esperando que a resposta não seja "alguém que não sou eu".

13 de maio de 2009

Eu já sei o que os meus lábios vão querer quando eu te encontrar...

Já sei o que os meu braços vão querer. Um abraço apertado, pra você não escapar.

Voltei pra casa ouvindo isso ontem, na minha cabeça.
Por isso não ouço rádio, o meu parece que funciona sozinho e escolhe as músicas sozinho.

11 de maio de 2009

E quando ele está online e não te chama, e você não quer dar o primeiro passo.

Como faz?

8 de maio de 2009

Totalmente offline. Onde se meteu? Sumi. Desapareci. Fugi da raia.
Dias depois, já nem me lembro mais. A vida insiste em preencher todos os espaços vazios com alguma coisa que parece ser mais útil.

Desci as escadas do prédio, como todos os dias ao final do expediente. Tropecei nas cordinhas do estacionamento, como faço quase todos os dias. Aquela olhada no relógio da Nove de Julho pra conferir o quanto estou atrasada. Sim, porque eu sou uma pessoa que se atrasa no final do expediente porque eu faço jornada dupla. Isso é outro assunto.

- Oi.
- Oi. *espantada ou surpresa, sei lá, escolhe um*
- Estava te esperando.
- Por quê? *insisto nas perguntas idiotas em horas incabíveis*
- Pra dizer que não estragou tudo.
- Ah.
- Posso te acompanhar?
- Só vou até ali, meu ponto fica do outro lado da rua.
- Tudo bem, atravessamos juntos, então.
*eu não respondo, porque sou assim, sem reação quando preciso dela*

- E a minha surpresa?
- Não posso contar ainda.
- Vou ter que te surpreender então. A sua está demorando demais.
* beijo na boca*

****
****

*sim, beijo demorado*

- O que achou da surpresa?
- Ainda não sei dizer. Faz de novo?

7 de maio de 2009

Sabe a sensação de ter estragado tudo?

Pois é essa!
Hora de ir.
Mas antes de ir, aquela passada religiosa, só pra conferir status.
Status, online. Claro.

Bom, tudo bem... só estava checando, anyway.

Isso se - sempre ele, o "se" de tudo.
Se não tivesse rolado a conversa. Porque eu sou assim mesmo. Eu fico dando bobeira e poff, vem o trem por cima!

- Tá pensando em mim?
- Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu?

Como assim?

Tá, não vou reclamar. Não vou mesmo.
Publiquei, né. E quem publica, quer platéia. Quem canta quer coro e quem dança quer aplauso!
Funciona assim...

E ainda confesso, gostei.
Não da mão fria, nem das bochechas queimando enquanto todo mundo ria. Fiquei sem graça, né.
Mas gostei do comentário.

E continuemos assim. Você finge que não é com você e eu finjo que não entendi.

5 de maio de 2009

A gente percebe que a coisa chegou num estado crítico quando um amigo pergunta o que você vai fazer no fim de semana e a resposta é "não sei, estou avulsa".

Desde a última semana eu penso nele.
E o que é mais ridículo é que não faz o menor sentido. Nem sequer temos algo em comum.
Ele gosta de carros e eu nem sei dirigir. Ele vai até o Shopping Morumbi brincar com joguinhos e eu só vou ao shopping comprar presente de aniversário. Ele fala inglês e eu prefiro alemão. Ele torce para o São Paulo e eu para o Corinthians. Ele bebe Skol e eu prefiro Brhama. Ele ouve Skank, e eu... odeio Skank!
Ainda assim, eu penso nele todos os dias.
Ele deve ter dito alguma coisa. Deve ter me feito sentir especial de alguma forma.
Ou eu devo estar extremamente vulnerável.