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22 de setembro de 2009

To irritada. Mexe comigo hoje não que acordei onça, pantera e leão com fome. Tudo junto assim.
Minha bolacha sumiu, minha xícara sumiu e pelo jeito todo o meu trabalho sumiu também.
Desculpa, cliente querido, se eu não entendo porra nenhuma de dentes e problemas de gengiva, se eu não sei como falar de implantes e mais ainda se os jornalistas também não querem saber sobre isso. O que eu sei e do que eu entendo é: INFORMAÇÃO. Disso são feitos jornais. E informação não se fabrica. Não sou um forno de onde saem pautas quentinhas. Me desculpe por isso também. E não existe apenas a Folha de São Paulo no mundo. E pode ter certeza que muitos jornalistas da própria Folha se pautam em veículos online que você julga tão banais. Então, por favor, RESPONDA ÀS PORRAS DE PERGUNTAS QUE EU FAÇO SOBRE O SEU TRABALHO E TALVEZ EU CONSIGA FAZER O MEU TAMBÉM!

*pronto-falei*

Às vezes odeio meu trabalho.
Brigadu, Lu, por aumentar o volume com o Kurt Cobain gritando. A trilha sonora matinal não poderia ser mais adequada. Que eu acho mesmo digno chegar já levando esporro. Acho mesmo. E estou ansiosa pra saber como isso termina.

7 de julho de 2009

Irritada. Isso me define hoje. E ontem e antes também. E não adianta recitar o mantra "você é uma ótima profissional", se isso não tem um retorno positivo que me faça acreditar. Porque, desculpa o meu egoísmo nessa hora, mas quero, pelo menos dentro do meu próprio blog, que eu mesma criei e que eu mesma abandonei por falta de tempo e excesso de responsabilidade, aqui nesses míseros centímetros e poucas linhas acho que eu tenho todo o direito de ser egoísta. De ser mais eu, de me elogiar e de fazer por mim o que o mundo se recusa a fazer: aplaudir. Sim, porque eu não acho justo ser responsável por três pessoas, fazer o trabalho de três pessoas e ouvir coisas do tipo "estou te cobrando esses resultados há mais de 4 semanas". Bom, vamos por partes. A questão é resultado? Então sejamos claros e objetivos: o cliente pede "quero relatório de um milhão até o final do ano". E eu trabalho. Em seis meses o relatório está em 929 mil. O cliente liga e reclama: "não estou saindo na mídia. E eu trabalho. "Tenho mais de cinco solicitações em stand by, aguardando a sua resposta, em menos de uma semana". E isso são coisas pequenas e rotineiras, nada além do que já estou habituada. Confesso que não pesa tanto.
Mas aí você é responsável pelo trabalho de outras pessoas. Você perde um dia inteiro planejando a semana dessas pessoas, cliente por cliente, dia a dia, com passo a passo primário no melhor estilo: "na segunda, você vai fazer esse texto, e este envio. Para isso, pegue as informações com a fulana, neste telefone, aprove com o cliente, neste telefone e blá blá blá". Sim, minha gente, é assim que eu faço. Porque as pessoas, ao contrário de mim, têm um diploma e um holerite de jornalista pra esfregar na minha cara e eu só tenho uma coisa que se chama responsabilidade. E assim segue. Feito o trabalho deles, os universitários, os profissionais, agora eu tenho todo o meu próprio trabalho pela frente. Mas ele não flui, porque sou interrompida insistentemente para responder perguntas e resolver problemas como enviar e-mails para jornalistas, imprimir matérias de sites e responder para a chefe sobre o próprio trabalho. Me desculpem a xucrisse, mas neste momento eu desejo que todas as faculdades implementem o curso de administração pessoal, gerenciamento do próprio trabalho e, primeiramente e principalmente, "faça sozinho o seu trabalho e não importune os outros com perguntas idiotas"