Avião sem asa, fogueira sem brasa. Sou eu assim, sem você. Futebol sem bola, Piu-piu sem Frajola. Sou eu assim, sem você... Por que é que tem que ser assim, se o meu desejo não tem fim?. Eu te quero a todo instante, nem mil auto-falantes não poder falar por mim... Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho. Sou eu assim, sem você. Circo sem palhaço, namoro sem amasso. Sou eu assim, sem você... Tô louca pra te ver chegar. Tô louca pra te ter nas mãos. Deitar no teu abraço, retomar o pedaço que falta no meu coração... Eu não existo longe de você, e a solidão é o meu pior castigo. Eu conto as horas pra poder te ver, mas o relógio tá de mal comigo... Por que? Por que? Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta. Sou eu assim, sem você. Carro sem estrada, queijo sem goiabada. Sou eu assim, sem você... Por que é que tem que ser assim, se o meu desejo não tem fim? Eu te quero a todo instante, nem mil auto-falantes vão poder falar por mim... Eu não existo longe de você e a solidão é o meu pior castigo. Eu conto as horas pra poder te ver, mas o relógio tá de mal comigo...
11 de março de 2009
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Um papel, uma caneta, algumas horas e pronto, todas as amarras estavam soltas e eu pude voltar pra mesma vidinha besta de sempre.
Vidinha besta de um valor imensurável, digo com certeza, após a prova dos nove.
É bom voltar pra casa. É bom estar em casa. É bom ter uma casa. Mesmo que ela seja feita de paredes e um colchão, porque no espaço vazio o que cabe é amor. Puro e simples amor. Pela vida e por ela, tão pequena, minha maior riqueza e todo o meu significado.
O riso de um bebê, a última gota d'água pra matar a sede, o cheiro de bolo assando, um pingo de chuva na ponta do nariz, abraço de mãe, conselho de pai e estrelinha da professora. E-mail surpresa, recado no orkut, bombons no aniversário, churrasco e cerveja, pílulas pra dormir e pra ficar acordado. Falar besteira, sentir vergonha, dançar, gritar e chutar o pau da barraca. Viver, viver, viver e não deixar escapar um gole de vida de dentro de você.