A primeira barata a gente nunca esquece. Ontem matei a primeira em casa, um filhotinho nojento que a Elis encontrou tentando se esconder. E ainda ouvi um "vai logo, mãe, quero descer da cadeira". Mãe solteira é assim, gente.
O riso de um bebê, a última gota d'água pra matar a sede, o cheiro de bolo assando, um pingo de chuva na ponta do nariz, abraço de mãe, conselho de pai e estrelinha da professora. E-mail surpresa, recado no orkut, bombons no aniversário, churrasco e cerveja, pílulas pra dormir e pra ficar acordado. Falar besteira, sentir vergonha, dançar, gritar e chutar o pau da barraca. Viver, viver, viver e não deixar escapar um gole de vida de dentro de você.
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