16 de setembro de 2010

Hoje eu to com a irritação naquele nível insuportável, sabe? Beirando a chucrisse mesmo. Do tipo que responde "bom-dia por quê?". Resultado de duas noites insones.
E,desculpa, eu sou humana. Eu fico irritada quando não durmo direito simplesmente porque a coisa vira uma avalanche. Eu odeio quando minha filha fica doente porque se pra mim é difícil lidar com as noites maldormidas, imagina como não é pra ela. E eu não consigo evitar pensar umas coisas do tipo "porra, eu faço tudo direito, por que comigo?". Eu me preocupo com a alimentação dela, eu cumpro horários, eu limpo a casa, tiro cada fio de cabelo que cai no chão - é sério! Eu pesquiso na internet, eu compro revistas, entro em comunidades do Orkut. Eu tento, juro que tento. Mas dá errado. Sempre.
E entre a crise de tosse às 2h30 da madrugada e a mamadeira antes de ir pra escola eu amaldiçoo a minha falta de paciência, e até persistência. Até um pouco de inveja, eu preciso confessar. Inveja das esposas felizes que contam com um marido bacana no revezamento 2x2. Eu falhei, é preciso admitir. Mas superei, isso também é verdade.
E não é isso que incomoda. É o fato de saber que enquanto eu equilibro horários e madrugadas de inalações e VickVaporub a outra pessoa intransferivelmente responsável dorme profundamente e nem faz ideia do que acontece.

E neste mesmo dia, mais cedo, li uma matéria especial sobre pais e seus bebês. E eles narram, cheios de orgulho, a rotina com as crianças, o prazer em estar com os filhos e infrigir certas regras como o horário de dormir ou comer batata-frita no almoço. Olha a invejinha outra vez.
O pior é ler os editoriais de revistas "para mamães" afirmarem que esses "superpais" têm muito que ensinar a nós, mães, sempre tão preocupadas, tão atentas e nada relaxadas. Ok, pegar mais leve. É fácil, né? Você pega leve quando sabe que tem alguém por trás pra consertar suas cagadas. O pai é legalzão porque passa cerca de 48 horas com o filho. NO MÊS! Levar os filhos à escola um dia é reconfortante. Todos dias se torna obrigação, chato, coisa de mãe.
Mesmo assim, continuo chorando.

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