26 de maio de 2009

Tudo tem sido tão surreal nos últimos dias que começo a questionar a realidade e pensar se estou perdendo o parâmetro que separa vida e fantasia. Ontem, na "fila" a espera do metrô, um pirulão na minha frente. Eu olhando pra baixo por ter cansado de ler "Quicksilver" na blusa dele. E o cara decidiu dar aquela coçadinha básica, nas costas (ôpa!), por dentro da roupa. Ok, podia ter desviado o olhar e realmente devia ter feito isso. Enquanto pensava no milhão de coisas que teria que lembrar de fazer ao chegar no escritório - todas que estavam devidamente anotadas em minha agenda, que eu, como faço quase todas as segundas-feiras, esqueci em cima da mesa, desta vez com o bolo que separei pra minha amiga - enquanto pensava nisso tudo o fulano ali, coçando as costas, na maior preguiça, como quem não quer nada, não se preocupa com nada. Pontinha de inveja. Durou pouco. Deve ter durado exatos 5 segundos, até eu notar primeiro, o ridículo: a cueca na cintura... e a calça no joelho. Acho ridículo mesmo. Meninos, me perdoem, mas cintos nunca fizeram mal a ninguém. E não bastasse a cuecona aparecendo, ela estava furada! Furada, minha gente! Cueca furada à mostra na fila do metrô às 8h da manhã! Isso devia dar cadeia, sério. Devia haver punição pra coisas desse tipo. Como não há, olhei pro lado e esperei o meu transporte chegar.
Depois, vi um cobrador de ônibus usando máscara e não tive coragem de perguntar se era gripe suína. Poderia ser qualquer coisa nos dentes, não é mesmo? Mas, para garantir, desta vez fui sentar perto da segunda porta e não próximo ao cobrador, como sempre faço.
Hoje cedo, depois do atraso injustificável dos trens, um cidadão arremessou-se na linha do trem e decidiu caminhar até o trabalho. Parou todo o sistema até que alguém o tirasse de lá são e salvo.

*Mensagens sem resposta, low profile life style, nerds bons de cama, jornalistas assinando releases de assessores.

Gente, é só comigo ou alguma coisa está errada?
Por favor, parem o mundo que eu quero descer!

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