24 de maio de 2009

É difícil encontrar algo quando não se sabe o que procura....
A dúvida entre seguir adiante e desistir me levou até o carro. Seu sorriso e seus olhos me relaxaram e talvez isso fosse a coisa certa.
É tudo novo, normal sentir medo, agústia e até pavor. Mas se dê esta chance, pelo menos desta vez.
Enquanto ouvia minha música favorita, da minha banda favorita, no carro dele, lembrava das palavras dela. Chegamos ao lugar que em nada me deixava à vontade, mas não quis sugerir procurar outro, afinal ele escolheu este. Nos divertíriamos e o lugar pouco importaria. A-ham. Sentei do outro lado da mesa e isso provocou um olhar de interrogação. Quando percebi minha atitude arredia já era tarde e decidi não mudar de cadeira. Conversamos sobre bandas, shows, viagens e trabalho. Ele falava e eu ouvia. Não era bem uma conversa. Eu odiaria ter me encontrado comigo mesma ontem. Mas ele insistiu. Colocou petisco na minha boca com o palito, mesmo há um metro de distância de mim - que bom que ele tem braços largos. Me ensinou sobre matemática financeira e acredito que se fosse habilidoso, até malabarismo em perna de pau teria feito. Eu bocejei. Sutilmente... E ele sugeriu um café, à 1h da manhã! Me levou a minha cafeteria preferida e desta vez, quis aprender sobre o meu trabalho. Desta vez sentei ao seu lado. Desta vez ele bocejou, mas com a mão sobre a minha perna. Sugeri irmos embora e paguei a conta. A mesma banda que nós dois adoramos tocando e nenhuma palavra até em casa. No caminho pensei em descer e seguir de táxi, mas já não tinha mais parâmetros de limites do sutil e do indelicado - e da falta de educação, por que não? Na porta de casa, expliquei o caminho de volta e desejei boa noite. E ele me beijou. E eu não esperava. E acho que ele odiou. Não o beijo. Quer dizer, sim, o beijo, a (falta de) conversa, a minha sutileza, meu sono.

Passamos a noite juntos e tudo que sei sobre ele é que odeia tomates e adora melancias.

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