20 de dezembro de 2012

então você foi embora. saiu da minha vida. tão fácil quanto entrou, você saiu. pela porta da frente, com cortesia. tão suave como  um dia me fez te amar hoje me fez te odiar. odeio você. odeio como me faz sentir a sua ausência. odeio não querer que faça parte da sua vida. odeio como me ama, odeio como se importa. odeio o modo como me faz te amar. cada vez mais. como se a qualquer momento alguma coisa em mim fosse explodir simplesmente por não caber mais aqui dentro.

outro dia pensei ter visto você no metrô. por uma fração de segundos meu coração parou. o universo parou. o planeta saiu da órbita. era você. o jeito como aquele fio de cabelo teimoso caía pela testa, a camiseta com  jeitinho de que a mãe acabou de passar. senti seu cheiro. senti sua pele, seu hálito. ouvi sua voz. meu coração parou. a gravidade sumiu. as pessoas sumiram. eu corri, gritei, te abracei.

não era você.

não era você.

nunca foi você.

era eu.

eu ali, mais uma vez. sonhando acordada. imaginando você. querendo você.

você nunca existiu. nunca foi meu.

mas eu sempre, sempre, serei sua.

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu existo sim, sabe disso. E te amarei pra todo o sempre