6 de agosto de 2009

Bom dia!
Só pra dividir uma sensação com quê de boa, quê de nostálgica, quê de insegura e quê de sei-lá-mais-o-quê: no ônibus pro trabalho continuo ouvindo a mesma música que já estava ouvindo desde a noite anterior incessantemente. E entre um verso e outro eu percebi o quão é sensacional o filminho que a minha cabeça monta e transmite sozinha. Cada cena meticulosamente e estrategicamente colada, uma a uma. Que no meio do que parece ser um embaralhado de situações sem sentido, tudo aquilo faz sentido. Uma roda de amigos cantando e tocando violão no parque - cara, eu tinha treze anos! - misturada à sensação de receber o primeiro prêmio na escola e ver a cara da minha mãe, que misturava o desespero e o orgulho; o momento em que ouvi o primeiro som da minha filha e o médico me dizendo mãe, tá aqui a sua filha. É bom, né? Bom saber que apesar de tudo e mesmo com tudo, quando eu ouço um verso falar sobre quando eu estiver morta o resumo da minha vida é um vídeo de quatro minutos, mas os quatro minutos mais sensacionais que poderiam existir.

E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace. Quando eu estiver louco, subitamente se afaste. Quando eu estiver fogo, suavemente se encaixe. E quando eu estiver bobo, sutilmente disfarce. Mas quando eu estiver morto, suplico que não me mate dentro de ti

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