Sábado, 18h15. Escuro. Eu esperando as amigas para irmos a um churrasco. Churrasco de mulher, quase irreal, sem a presença de um único representante do sexo masculino. Porque a gente queria mesmo era cantar e afogar as mágoas. E se divertir e rir sem compromisso. E fizemos.
Mas antes de fazer, antes de me divertir, o mundo não poderia me deixar esquecer de quem sou, como estou e para onde vou. Voltemos às 18h15, em frente ao Itaú da Av. D. Pedro.
Como toda boa virginiana, estava analisando o local, antes de me colocar exatamente embaixo de único poste de luz da rua e pensar: por que escolhi um lugar tão "assaltante" para ficar? E, antes de tomar a decisão de ir até o outro lado da rua e sentar no banco do ponto de táxi, ficando assim um pouco mais longe de um rapaz que por algum motivo se escondia no orelhão a uns 5 metros de mim, com as mãos no bolso e, sim, me amedrontava um pouco. Onde eu parei? Ah, sim. Antes que eu atravessasse a rua, uma senhora vem em minha direção. Vem sorrindo, com uma sacolinha na mão. "Está esperando o amor, filha?". *Risadinha*. "A-ham", balançando a cabeça. "É bom esperar. Pena que ele nunca vem". *Decepção*. "Ah, não me desanime, ainda sou nova demais pra desacreditar". meu romantismo fala por mim. "Nesse caso, vou torcer para o que o seu venha logo". E ela voltou a pedir moedinhas e trocados nos carros que paravam no farol.
na lanchonete
Há 12 anos
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