23 de julho de 2009

Aprendendo com uma caixinha

Reality Show. Um cara grande, chorando. Disfarçando o choro com o braço por cima do rosto e um boné em cima da cabeça. Mas a lágrima escorre, não tem jeito. "O que você tem?". "Sei lá, tô com uma angústia, um aperto aqui no peito". "Quer conversar? Ajuda." "Não, vou dormir que passa".

Aí eu lembrei da cena de um filme em que a mãe, em resposta ao filho que dizia estar com a barriga doendo de fome, lançava mão de um "dorme, meu filho, dorme que passa".
Se dormir realmente fizer passar fome e angústia, e fizer cessar essa dor latente, então o que eu desejo neste momento é dormir e nunca mais acordar.

Um comentário:

carollina lauriano disse...

uma hora isso de fato vai acontecer. mas, por hora, o que nos resta são pequenas fugas.