2 de abril de 2009

Ele não resiste.
Percorre as ruas procurando por ela em todos os rostos.
Não, ela não está. São de mundos diferentes. E por alguma infeliz coincidência se encontraram um dia.

Mas foi só um dia. Aquele dia. E nunca mais.

Abre freneticamente o ceular. Não existe mensagem pois nunca existiu a troca de telefones.
Ou qualquer outra informação.
Estranhos em busca de alguma coisa numa noite qualquer.

Não são estranhos. Se conhecem há anos.
Um não sabe do outro.

Ele a vê todos os dias. Cada dia uma pessoa diferente.
Não a ama. Claro que não.
Ama o fato de se imaginar amando-a.
Na segunda ama a garota descolada. Na terça ama a romântica. Na quarta briga com a ciumenta. Na quinta faz as pazes com a carente e na sexta vai ao cinema com a inteligente.

Mas chega o sábado. E aquela, a dele, a linda. A coisa alguma e todas as coisas... Essa não está lá. Nem vai estar.

Mas ele insiste. Vai até lá, mais uma vez. Nada.

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